domingo, 21 de abril de 2013

Fosse eu rei do Mundo

Por versos tão singelos. Minha voz se cala. Deleito minha alma no devaneio da escrita. Monstro da escuridão. No absoluto de mim mesmo. Quando nada mais me resta. Quando as lágrimas do tempo já ressequidas, Espargidas de tanto pranto. Isolado do mundo. Está o poeta ou quem sabe na humilde existência o sonhador errante. Sufocado pela solidão que inspira. Em noites frias de insônia corroi. Irremediável. Fruto do meu prórpio ser. Dualidade do meu próprio ter. Odeio, amo. Existo, resisto. Me afundei nos encantos, Nos desencantos da solidão. Tornei monstro do meu ser. Ha de ser pura satisfação do ego amedrontado pelo mundo decadente? Guerra, Ódio, Poder, Dinheiro, Consumismo, Arrogância. Fadado pela maldade que me apavora. Me sinto só talvez por medo de viver quando todos apenas existem. Ou minhas respostas se resumiriam ao amor ainda escondido, oprimido pela amada que ainda não amei, ainda ausente? Não sei bem ao certo ou sei? Somos ainda incapazes de defino-lo, mas somos capazes de senti-lo. Ha o amor, Fonte do viver, tenho nele tudo que preciso. Minhas noites mau dormidas, Meus dias de sofrimento, Momentos perdidos no tempo da vida, Vidas perdidas no tempo, Seriam esvaecidos. Tudo alegre. Tudo assim. Além do bem e do mal, disse Nietzsche, está o amor. Fosse eu rei do Mundo a guerra se chamaria amor.

 
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