Dias de viver, dias de sobreviver
Dias de perder, dias de ganhar
Dias de morrer e de renascer
Dias de escrever e de cantar
Dias de comer, dias de ser
Dias de não ser, dias de amar
Dias de esquecer e de sofrer
Dias de sorrir e de se alegrar
Dias e dias, de relembrar
Dias de sonhar e fantasiar
Trezentos e sessenta e tantos
Dias para poder se contar
Passam as estações, passam areias
Passam águas e nelas, sereias
Carregando tempo nas mãos
Afogadas na cronologia estão
Encantadas no outono
Fadadas ao inverno
Noites de verão
Primavera e solidão
Dias e mais dias...
Consolação, só amanhã.
Um cadinho de redenção...
Passa água, passa tempo, passa...
Passa areia, passatempo, passa...
Passa arado, passado, passa...
Passa paz, passarinho, sobrepassa...
Sorte que inventaram o amanhã para ganharmos um novo dia.