O grifo machucado, lá das alturas alvejado,
Cai num tango de morte e vida, derrubado
Pela mira certeira de um arqueiro mortal
Invejoso de seu dom das asas, liberdade tal
Que só o grifo em seu voo há de ter apreciado.
Mas o animacida, ao aproximar-se da fera abatida,
Vislumbra em seus globos vítreos, refletidas,
Sua própria estrada cega e carência de amor
E agonia, mesmo tendo o grifo asas para ser ator
Da maior encenação de alvedrio já conhecida.
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