quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Segundo Trailer: "O Hobbit: Uma Jornada Inesperada"


 Já estou fazendo contagem regressiva!!!
 Quem quiser ver os outros quatro finais (alternativos) para o trailer, acesse: <http://wwws.br.warnerbros.com/thehobbitpart1/index.html>.

Fonte: Omelete. <http://omelete.uol.com.br/>

Primeiro Trailer de "O Hobbit: Uma Jornada Inesperada"

Gravidade (ou como Newton ferrou a minha vida)


A gravidade puxa a corda em meu peito,
E ela cai, pedra de sangue e fogo,
Feito uma estrela rubra num oceano ébano.
Despenca, corpo morto, sem ter mais o ânimo que o movia.
Tange, retesa, vibra, pulsa palpitante, cada vez mais lento.
Seu brilho já é apenas uma fotografia de eras passadas.
Seu gosto de morangos mofados encherá a boca de vermes.
A fragrância que agora lhe cerca é de doença, pestilência,
Nada parecido com o doce aroma de rosas
Que o embalava em noites de verão onde
Pés e mãos se encontravam num amar sem fim.
O rigoroso inverno da alma chegou,
E nada mais além do nada realmente importa.

Waki-yan-techantewyn


Nascida do ventre da tormenta, filha do trovão
Veio dançante, rebentando o vento, cavalgando o raio
Vestida somente de diamantes vítreos coloridos
Com seu sorriso perolado e água nas mãos

Veio, seminua, seios de elétrons empinados
Rebolando seus quadris de marinheira
Ancas bem definidas pelo fogo trabalhadas
Descendo em tranças seus cabelos de lua cheia

Ah, mulher de coração indomável, energia
Cujos olhos relampejantes a todos conquistam
Venha me ter como seu único homem
Que tempestade e granizo de nós se formem!

Do pó ao pó


Do pó ao pó, arrasto meus pés nos pálidos grãos
Que recobrem de ponta a ponta a praia do firmamento
Por entre meus dedos, escorregam biografias e mundos
Um tobogã caleidoscopicamente formado por matizes
Desconhecidas aos olhos dos seres que estão vivos
Ainda
Cinzas cobrem o mar que ao infinito e além segue
Imensidão que cabe na palma de minha mão
Por que tanta tristeza? Por que tanta felicidade?
Tudo que há neste oceano não tem menos do que
Cem olhos e trocentas pernas e inumeráveis braços
Nem todos os seus olhares juntos poderiam enumerar
A brisa que vem do oeste lambe minha face
Velha amante recheada de volúpia e pecado
Antes comer deste fruto do que ser ignorado
Mais uma reles gema perdida em meio às
Cordas e engrenagens que tudo movimentam
Tic-toc, tic-tac, faz meu coração, sincronia perfeita
Com o coro de almas que comigo jazem vagando
Pelas areias do globo de vidro raiado por Zeus
Tal bola de fulgurito novamente agitada
Deus ri
Morte ri
Tudo acaba
Do pó ao pó

Monociclo, monovida


Os monociclos de uma monovida
Nas suas repetições de roda viva
Vão girando, girando, cirandando
Em cabeças nebulosas espirais
Como universos dançando em volta
Dos eus que não retornam mais

Ciclopes piratas com olhos tapados
Que perspectivas sobrariam para os coitados
Cegueira, apenas
Enxergar não com a visão, nem com a mente
Mas com o coração somente

Quebra os grilhões, canário que canta!
Espanta a gaiola com suas melodias de liberdade!

Aquele que fala de sonhos (ou Oko-jumu, segundo os pigmeus das ilhas Cayman)


-          - Ele está doente.
-          - Doente como?
-          - É um sonhador.
-          - E desde quando isso é doença?
-          - Desde que morféticos existem.
 
Copyright 2009 Unewverse. Powered by Blogger
Blogger Templates created by Deluxe Templates
Wordpress by Wpthemescreator