Os monociclos de uma monovida
Nas suas repetições de roda viva
Vão girando, girando, cirandando
Em cabeças nebulosas espirais
Como universos dançando em volta
Dos eus que não retornam mais
Ciclopes piratas com olhos tapados
Que perspectivas sobrariam para os coitados
Cegueira, apenas
Enxergar não com a visão, nem com a mente
Mas com o coração somente
Quebra os grilhões, canário que canta!
Espanta a gaiola com suas melodias de liberdade!
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