A gravidade puxa a corda em meu peito,
E ela cai, pedra de sangue e fogo,
Feito uma estrela rubra num oceano ébano.
Despenca, corpo morto, sem ter mais o ânimo que o movia.
Tange, retesa, vibra, pulsa palpitante, cada vez mais lento.
Seu brilho já é apenas uma fotografia de eras passadas.
Seu gosto de morangos mofados encherá a boca de vermes.
A fragrância que agora lhe cerca é de doença, pestilência,
Nada parecido com o doce aroma de rosas
Que o embalava em noites de verão onde
Pés e mãos se encontravam num amar sem fim.
O rigoroso inverno da alma chegou,
E nada mais além do nada realmente importa.
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