Sob a pesada chuva de um mês qualquer
A petrificação de um suicida chanceler
Jogou silhuetas arabescas na calçada
Sempre chega sua vez de ser a chamada
Crianças jornaleiras vendiam o ultimato
Dos últimos dias desse mundo assaz chato
Divagações, divagações, nenhuma brincadeira
Só delirium tremens
de sábados a sextas-feiras
Letras garrafais anunciavam “Extra! Extra!”
“Cientistas provam que a alma não presta!”
“Estaríamos melhores sem ela, é deveras!”
“Desapegados de emoções, vis esparrelas!”
Sob a pesada chuva de um mês qualquer
A petrificação de uma suicida mulher
Jogou silhuetas arabescas na calçada
Sempre chega sua vez de ser a chamada
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