Madrugada chora. Eu como o meu coração
Para ver se não sinto mais nada
Arrebentam-se as cordas de meu violão
Quem me dera ter comigo uma espada
Cortaria as lágrimas celestes em fatias
E as serviria com alguns pedaços meus
Prato de um tolo que achou que sabia
Jurava que tinha um amor todo seu
Você relembra? Já fomos um dia
Um único ser. Então virei canibal!
Comecei lambendo o que me feria
E terminei mastigando a dor animal
Autoantropofagia
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