sábado, 14 de abril de 2012

Nada

Às vezes tenho pena do nada.
Pobre coitado, nunca foi responsabilizado,
Nunca sentiu o peso de uma ação errada,
Nunca sentiu culpa.
Nada é perdoado, sempre.

E ele se perdeu, dentro de si e para todos,
Fora do alcance de qualquer memória,
Uma recordação apagada,
Um espectro evanescente na mente encruzilhada.
Pois nada é esquecido, sempre.

Nada.

2 comentários:

Anônimo disse...

Adorei os poemas. São lindos como o dono. Todos demonstram o quanto você é inteligente e criativo. Só senti falta de poemas mais felizes! (Te amo)

Lígia Velloza disse...

adorei o poema.

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