Vermelhos, rubros, escarlates. Sexo e morangos
Muito irados com uma raiva toda açucarada
Abóbada exangue em papel machê derramada
Manchas de café cardíaco nas sagradas escrituras
Em lençóis outrora feitos por puras vestais
Jazem escarlates, vermelhos, rubros rubis e beijos
E virgens apaixonadas, com lábios tão inchados
De volúpia e paixão, sem vergonha esparramados
Luxúria de morangos e corações batidos
Cama. Corpos, suor e pernas, sustenidos
Rubros, escarlates, vermelhos, impecados, sacros
Num harmônico paraíso cheio de doçura.
Quanta candura (há no amor)!
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