Cada artista tem sua arte, uns pintam, outros cantam, dançam, escrevem... Cada um com sua utopia de liberdade, ou seria liberdade utópica?
Eu sou uma artista, coisas banais me inspiram. Tiro proveito daquilo que não querem ver, sigo, sob o luar, a trilha que as pessoas temem falar durante o dia.
Mas, da minha arte ninguém partilha. Ela é forte, extrema. Não serve para fracos e nem para fortes, apenas para mim.
Ela faz do cosmos seu espectador, é sentida em qualquer lugar do universo, mas apenas por mim.
Seu alimento é seu próprio amor, sua própria admiração. Sua força sou eu.
Me disseram que ela era proibida, criminosa, assassina. Que não tinha limites, que eu me excluiria, e que eu acabaria voltando pra mim mesma.
Pra ser sincera, não poderia agarrar-me a nada mais perfeito que ela. Pra todos é um ouro de tolo, pra mim, sou eu, simetricamente perfeita.
É minha resolução, minha prática e teoria. É meu ópio, minha cura por sangria.
Minha arte chama-se fracasso, ou seria eu a arte do fracasso?
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