Corisca, te belisca, lá fora chuvisca
Arisca, pisca que te assopro o cisco,
Te rabisco um visco, corro o risco
De virar lacaio do teu amor
Mima, me rima, entra no clima,
Com estima pra cima, vê se te hasteia
Anseia na veia lua, a vida chateia
Faltam janelas pra ti voar, condor
Repentino, o destino segue o desatino
Matutino e vespertino gira-gira
Dá e tira, aspira, verdade ou mentira,
Serve aos caprichos de alguém
Mas quem?
Abraços e laços, nós sem embaraços,
Somos pedaços de espaços no céu
O véu jaz ao léu, com corpos de mel,
Há brincadeiras e atos de fé
Segredos do enredo, lá no rochedo
Bem cedo o vinhedo vê acontecer
O não ser, o não ter, e até o florescer
De rouxinóis naquele só pé
Vento, me tento a deitar ao relento
Atento ao desalento de sua canção
A oração está na mão da contradição
Por que unir se é pra ficar separado?
Deus estará alguma vez errado?
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