Estou cansado desabo no leito do peito da morena que passa e
sorri
Cascatas negras nas costas serenas das penas de um amor que
perdi
Apesar dos defeitos, aceito com todo o respeito qualquer
situação
Até agulhas extremas de algemas pequenas; morena, cadê o perdão?
Fiquei prostrado abalado ao andar requebrado de marinheira,
Geni
Veio enfeitada matreira banhada e pelada na cheia lua, eu vi
Ai quem me dera a fera rolasse a esfera à espera de minha
canção
E seu espanto tirasse o manto, mortalha gentalha, do meu
coração
Já fui enganado esnobado e confesso que peço ao senhor
bem-te-vi
Que leve pra um canto todo o desencanto deste amor que sofri
Sujeito todo insatisfeito prossigo como bom inimigo dessa
doce ilusão
Com espada e escudo, estudo o espinho e mudo o caminho das mãos
Leio a Sorte, sou forte, mas da menina da esquina jamais me
esqueci
Sarracenas cascatas nas serenas costas de penas e pernas,
amei apenas Geni
Maldita Geni...
Bendita Geni...
1 comentários:
Esta vai pra ti, grande Chico Buarque! =D
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