segunda-feira, 9 de julho de 2012

Geni


Estou cansado desabo no leito do peito da morena que passa e sorri
Cascatas negras nas costas serenas das penas de um amor que perdi
Apesar dos defeitos, aceito com todo o respeito qualquer situação
Até agulhas extremas de algemas pequenas; morena, cadê o perdão?

Fiquei prostrado abalado ao andar requebrado de marinheira, Geni
Veio enfeitada matreira banhada e pelada na cheia lua, eu vi
Ai quem me dera a fera rolasse a esfera à espera de minha canção
E seu espanto tirasse o manto, mortalha gentalha, do meu coração

Já fui enganado esnobado e confesso que peço ao senhor bem-te-vi
Que leve pra um canto todo o desencanto deste amor que sofri
Sujeito todo insatisfeito prossigo como bom inimigo dessa doce ilusão
Com espada e escudo, estudo o espinho e mudo o caminho das mãos

Leio a Sorte, sou forte, mas da menina da esquina jamais me esqueci
Sarracenas cascatas nas serenas costas de penas e pernas, amei apenas Geni
Maldita Geni...
Bendita Geni...

1 comentários:

Cauê Tamburini disse...

Esta vai pra ti, grande Chico Buarque! =D

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