sábado, 22 de dezembro de 2012

Tão distante, tão distante...


Desolado, isolado, exilado
Perdido, porém encontrado
Em meio a arquipélagos mil
De pessoas
Oh, seres de caráter vil!
Carentes de brio
Despencam como as folhas em Abril,
Desgovernadas, arruinadas, destinadas
Ao vagar sem rumo nem prumo
Pelas incertezas e inconstâncias guiadas
Tão distante, tão distante
Aberração, um Não, louco no chão
Insano ao observar
As estranhas ilhas nas entranhas
De tamanhas faltas de ser
Homens vazios afogados em rios
Deveras frios
Profundezas, sem certezas ou prestezas
Onde ter ou não ter invadem seu ser
Animal, bestial, sem igual
Uma mente
Que quem tente entendê-la
Sente que nem próximo da superfície arranha
Dona aranha, dona aranha
Tão distante, tão distante
Errante, rapaz, amante
Do desconhecido, exilado, esquecido
Voa, menino, voa, menino
Peregrino...
Tão distante, tão distante...

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