Nove dias e noites passei pendurado
Na grande árvore sacrificado
A mim mesmo ofereço esta morte
Sussurrei ao frio vento norte
Sessenta e quatro horas fiquei sem saber
Se estava vivo ou morto, ou o que ia acontecer
Estrelas valsavam perante os olhos meus
Até que fui envolto no mais escuro breu
Fora do espaço, fora do tempo,
Nenhum sentido, nenhum lamento,
Andei por desertos e florestas intermináveis,
Naveguei céus e mares inomináveis
De repente, houve uma luz como o sol
Eu a agarrei, e por estradas em caracol
Segui meu caminho de volta a algum lugar
Estava nu, na árvore, sentindo a brisa soprar
Em minhas mãos, jaziam letras pequenas
Formando uma palavra apenas
Mais três dias e noites enforcado passei
Até enfim aprender como ressuscitei
A resposta eu segurava forte nas mãos
Ninguém mais sabia, ninguém saberia
Que o misterioso segredo da ressurreição
É algo escondido em todo coração
1 comentários:
Sou um maníaco por mitos, e escrevi este poema na voz do deus nórdico Odin, como se fosse ele narrando sua história de auto-sacrifício, quando ficou nove dias e noites pendurado em Yggdrasil, a Árvore dos Mundos. Odin era conhecido como Wotan entre os germânicos, e a palavra inglesa para "quarta-feira", "wednesday", vem deste nome (seria o "dia de Wotan"). Some isto ao fato de que sou fã da obra de G. K. Chesterton (recomendo para todos que gostem de literatura inglesa), e terá uma homenagem a um dos livros dele, "O homem que era Quinta-Feira". Eis a origem do título deste poema.
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